Comer em função das estações: a primavera está a chegar!

Março 27, 2026

Após os longos meses de inverno, o desabrochar dos botões e o regresso das noites luminosas alegram os nossos corações e as nossas papilas gustativas! É também uma altura de renovação nas bancas das verduras, com a chegada dos frutos e legumes da primavera. Alguns conselhos para tirar o máximo partido dos produtos da estação.

Ervilhas frescas

São os primeiros a chegar aos mercados, sinal de que o bom tempo está finalmente a chegar. Desde meados de março até ao verão, trazem a sua cor viva e o seu sabor delicadamente doce aos nossos pratos. Embora França continue a ser o principal produtor europeu, a ervilha é muito popular em muitos países. Na Finlândia, por exemplo, comem-se cruas, esmagando as ervilhas, como um petisco delicioso e saudável. Não hesite em transformar a tarefa de descascar num jogo de família, para ensinar as crianças a apreciar as origens e a preparação deste legume tão apreciado.

Algumas ideias

As ervilhas – depois de descascadas – são deliciosas simplesmente cozidas em água ou a vapor, mas também podem ser transformadas numa sopa, servida quente ou fria, com algumas folhas de hortelã para uma maior frescura.

Os seus benefícios nutricionais

Ricas em fibras (5,1g/100g), as ervilhas também são ricas em proteínas (5,2g/100g). As esferas verdes também são interessantes pelo seu teor de vitaminas C (40mg/100g) e K (24,8microg/100g), bem como as do grupo B, e pela sua riqueza em minerais, incluindo ferro, magnésio, cobre, fósforo…

💡 Conselho contra o desperdício: guardar as vagens, que também podem ser preparadas como sopa, com um tempo de cozedura longo, depois de retiradas as partes fibrosas. Também pode guardá-las para fazer um caldo de legumes ou macerá-las em óleo vegetal para obter um elixir perfumado para utilizar nos seus vinagretes.

Batata nova

Outro sinal de boas-vindas da primavera é a chegada destas pequenas batatas, que contrastam com as versões de inverno deste alimento rico em amido. Embora as denominações de origem controladas (provenientes da Ilha de Ré ou de Noirmoutier, em França, de Jersey, no Reino Unido, ou do sul de Itália) sejam por vezes um pouco mais caras, é possível encontrar versões acessíveis nos mercados para desfrutar da sua polpa firme e do seu delicado sabor a avelã. Antes de as preparar, lave-as com água, escovando a pele, se necessário, para eliminar os resíduos de terra.

Algumas ideias

O seu sabor delicado é realçado por uma cozedura simples, em água ou a vapor, para acompanhar carne ou peixe. Também são deliciosas em saladas, servidas com um vinagrete ligeiro ou um molho à base de iogurte ou queijo fresco, para um menor teor de gordura.

Os seus benefícios nutricionais

A batata fornece hidratos de carbono complexos (15,8g/100g), essenciais para fornecer energia no dia a dia. Para além das fibras, também contém vitamina C (25mg/100g) e potássio (367mg/100g).

Tanto para as ervilhas como para as batatas, opte por cozer a vapor ou por uma «cozedura minimalista» para conservar os bons nutrientes e reduzir o índice glicémico.

Ruibarbo

Os seus caules cor-de-rosa vivo dão um toque de cor bem-vindo às bancas. Cultivada inicialmente na Ásia, esta planta hortícola chegou à Europa no século XVI e é, atualmente, cultivada em jardins ou estufas. Atenção, só se come o caule: as folhas contêm ácido oxálico e são tóxicas tanto para o homem como para os animais. Depois de lavados, os caules podem ser descascados com uma faca ou um descascador de legumes para retirar a pele exterior e as fibras mais grossas.

Algumas ideias

O sabor ácido do ruibarbo é ideal para cozer, numa tarte ou numa compota, com a adição de algumas raspas de laranja para realçar o seu sabor único, sem cair na armadilha de adicionar demasiado açúcar. Também pode ser consumido cru numa versão salgada: cubos de ruibarbo darão à sua salada um toque crocante e intenso. Os mais aventureiros podem até experimentar um kimchi revisitado, fermentando fatias de ruibarbo num frasco com sal e especiarias.

As suas vantagens nutricionais

O seu teor em fibras (1,8g/100g) é evidente pela sua textura, mas o ruibarbo também é muito rico em vitamina C (6,4mg/100g), cálcio (140mg/100g) e potássio (198mg/100g). Também é um legume muito pouco calórico, pelo que é leve no prato.

As necessidades nutricionais dos adultos são:

  • Vitamina C : 110mg/d
  • Proteínas: 0,83 g/kg/d

Fonte: ciqual.anses.fr