Os alimentos ultraprocessados e os jovens

Fonte: BNP Paribas Cardif validado pelo Hospital Universitário de Rouen

Um estudo recente mostra que as pessoas nascidas depois de 1990 têm um risco maior de desenvolver problemas de saúde, provavelmente devido ao consumo de alimentos ultraprocessados.

A pesquisa científica já estabeleceu uma ligação direta entre as dietas ricas em alimentos ultraprocessados e problemas de peso ou a obesidade (veja aqui). Além disso, um estudo recente publicado na Nature Reviews Clinical Oncology revela que as pessoas nascidas depois de 1990 têm um risco maior de desenvolver câncer, provavelmente devido ao maior consumo de alimentos ultraprocessados.

  • Esses alimentos se tornaram tão presentes na nossa alimentação que muitos consumidores nem mesmo têm consciência desse problema. Além disso, muitos jovens que optam por uma dieta vegetariana ou vegana estão aumentando em dez vezes o consumo desses produtos, acreditando que estão escolhendo uma dieta melhor.

De acordo com a classificação NOVA, que coloca ingredientes crus, como ovos, leite ou frutas, no topo da escala, seguidos por ingredientes básicos (manteiga, óleos, açúcar etc.), depois alimentos processados (enlatados, congelados, pães etc.) e, por fim, alimentos ultraprocessados. A maioria das opções vegetarianas ou veganas disponíveis no mercado se enquadra nessa última categoria, sejam elas leites à base de plantas ou substitutos de carne ou queijo. *

  • Esses alimentos apresentam níveis muito altos de gordura, açúcar e sal adicionados e causam inflamação no corpo porque sua estrutura natural foi manipulada. Essa inflamação é prejudicial à nossa microbiota e pode obrigar o organismo a reagir como se estivesse combatendo uma infecção.

Os cientistas pedem não apenas que esses produtos ultraprocessados sejam reformulados, mas que também que se chame a atenção para os possíveis efeitos desse tipo de dieta, especialmente entre os jovens, que muitas vezes são atraídos pela facilidade e pelo glamour dessas alternativas que parecem “saudáveis”, mas não são.